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Friday, January 02, 2009
O tempo de 2009
O tempo é de dúvidas, de incertezas, de medos, de pessimismos, de guerras e disputas entre os homens... mas não terá sido sempre assim?
Lembro-me de sempre ter tido que "apertar o cinto".
Lembro-me a cada novo ano que sempre os economistas pressagiavam cenários negros para o país.
Lembro-me de sempre ouvir falar no aumento da dívida externa.
Lembro-me de sempre ouvir falar em maus políticos e maus governos, de nenhum prestar o suficiente para os Portugueses.
Lembro-me de sempre sobrar para os mais fracos.
Lembro-me que ainda assim nunca me faltou esperança e sempre acreditei que tudo se iria resolver pelo melhor.
Quanto ao Tempo... está de chuva!
Ainda assim, que não nos falte é o Amor.
Se nem isso houver, pois ainda assim: Feliz 2009.
PS - Demain, je change de planéte!
(amanhã mudo de planeta)
Lembro-me de sempre ter tido que "apertar o cinto".
Lembro-me a cada novo ano que sempre os economistas pressagiavam cenários negros para o país.
Lembro-me de sempre ouvir falar no aumento da dívida externa.
Lembro-me de sempre ouvir falar em maus políticos e maus governos, de nenhum prestar o suficiente para os Portugueses.
Lembro-me de sempre sobrar para os mais fracos.
Lembro-me que ainda assim nunca me faltou esperança e sempre acreditei que tudo se iria resolver pelo melhor.
Quanto ao Tempo... está de chuva!
Ainda assim, que não nos falte é o Amor.
Se nem isso houver, pois ainda assim: Feliz 2009.
PS - Demain, je change de planéte!
(amanhã mudo de planeta)
Monday, December 29, 2008
Graham Greene said,
It is impossible to go through life without trust: That is to be imprisoned in the worst cell of all - oneself.
Saturday, December 20, 2008
O que nos faz sentir bem...
1. Apaixonar-se.
2. Rir tanto até que as faces doam.
3. Um chuveiro quente num Inverno frio.
4. Um supermercado sem filas nas caixas.
5. Um olhar especial.
6. Receber correio.
7. Conduzir numa estrada linda.
8. Ouvir a nossa música preferida no rádio.
9. Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.
10. Toalhas quentes acabadas de serem engomadas...
11. Encontrar a camisola que se quer em saldo a metade do preço.
12. Uma chamada de longa distância.
13. Uma boa conversa.
14. Passear na praia.
15. Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno.
16. Rir-se de si mesmo.
17. Chamadas à meia-noite que duram horas.
18. Correr entre os jactos de água de um aspersor.
19. Rir por nenhuma razão especial.
20. Alguém que te diz que és o máximo.
21. Ouvir acidentalmente alguém dizer bem de nós.
22. Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.
23. O primeiro beijo (ou mesmo se houver um novo parceiro).
24. Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos.
25. Haver alguém a mexer-te no cabelo.
26. Belos sonhos.
27. Andar de baloiço.
28. Embrulhar presentes sob a árvore de Natal comendo chocolates e bebendo a bebida favorita.
29. Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos estúpidos.
30. Ir a um bom concerto.
31. Receber de amigos biscoitos feitos em casa.
32. Andar de mão dada com quem gostamos.
33. Patinar sem cair.
34. Observar o contentamento de alguem que está a abrir um presente que lhe ofereceste.
35. Ver o nascer do sol.
36. Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer outro belo dia.
37. Amar.
2. Rir tanto até que as faces doam.
3. Um chuveiro quente num Inverno frio.
4. Um supermercado sem filas nas caixas.
5. Um olhar especial.
6. Receber correio.
7. Conduzir numa estrada linda.
8. Ouvir a nossa música preferida no rádio.
9. Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.
10. Toalhas quentes acabadas de serem engomadas...
11. Encontrar a camisola que se quer em saldo a metade do preço.
12. Uma chamada de longa distância.
13. Uma boa conversa.
14. Passear na praia.
15. Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno.
16. Rir-se de si mesmo.
17. Chamadas à meia-noite que duram horas.
18. Correr entre os jactos de água de um aspersor.
19. Rir por nenhuma razão especial.
20. Alguém que te diz que és o máximo.
21. Ouvir acidentalmente alguém dizer bem de nós.
22. Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.
23. O primeiro beijo (ou mesmo se houver um novo parceiro).
24. Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos.
25. Haver alguém a mexer-te no cabelo.
26. Belos sonhos.
27. Andar de baloiço.
28. Embrulhar presentes sob a árvore de Natal comendo chocolates e bebendo a bebida favorita.
29. Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos estúpidos.
30. Ir a um bom concerto.
31. Receber de amigos biscoitos feitos em casa.
32. Andar de mão dada com quem gostamos.
33. Patinar sem cair.
34. Observar o contentamento de alguem que está a abrir um presente que lhe ofereceste.
35. Ver o nascer do sol.
36. Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer outro belo dia.
37. Amar.
Wednesday, November 26, 2008
PDS
Somos cerca de 6 biliões de pessoas neste planeta.
Nem imagino quantos triliões se falarmos de insectos, reptéis, peixes, moluscos, mamíferos, etc.
Ainda assim podemo-nos sentir sós.
Hoje em dia já não se fala da PDI, nem da PDV, mas sim da PDS = P*ta Da Solidão
A doença do Milénio. Solidão.
Embora se tenha amigos, família, vizinhos, conhecidos, colegas, gente por perto, podemos estar tão sós, como escorpião em pleno Saara.
Porque será? Porque será que cada vez mais gente se queixa da solidão em que vive?
E porque será que cada vez mais gente prefere estar sózinha?
Traumas do passado? Medo? Infância difícil e adolescência incompreendida?
Ou egoísmo? Puro egoísmo!
As pessoas tornaram-se em grande parte, narcisistas, intolerantes, arrogantes ou egoístas.
Não amam. E esse é o maior problema do milénio.
Biliões de gente que se atropela em sarcasmos, ironias, falsidades, interesses materiais e não se amam, não se cuidam, não se ouvem, não se olham, não se preocupam.
Os poucos que sobrevivem a esta maleita não chegam para manter uma linhagem, para garantir um futuro seguro e próspero de bons valores e harmonia.
Prevejo o caos. Apenas porque não há amor!
A Margarida, a tia pedante que detesto ouvir, quando escreve, escreve bem, aliás muito bem.
Não sei o que lhe acontece ao nível do seu foro psicológico ou parassimpático, mas que a actividade da escrita lhe desperta umas hormonas de bom-senso, essa é a verdade.
E ainda bem.
Ela escreve e num dos seus romances lamechas, escreveu assim: "(...) o amor - e também o amor maternal - permite ao ser humano essa excepção de abandonar, ainda que temporariamente, a prisão da sua solidão e alcançar uma união superior que transceda a sua vida individual e reencontre a reconciliação através de outrem, o que tantas vezes conduz à idéia que temos de felicidade".
Nem imagino quantos triliões se falarmos de insectos, reptéis, peixes, moluscos, mamíferos, etc.
Ainda assim podemo-nos sentir sós.
Hoje em dia já não se fala da PDI, nem da PDV, mas sim da PDS = P*ta Da Solidão
A doença do Milénio. Solidão.
Embora se tenha amigos, família, vizinhos, conhecidos, colegas, gente por perto, podemos estar tão sós, como escorpião em pleno Saara.
Porque será? Porque será que cada vez mais gente se queixa da solidão em que vive?
E porque será que cada vez mais gente prefere estar sózinha?
Traumas do passado? Medo? Infância difícil e adolescência incompreendida?
Ou egoísmo? Puro egoísmo!
As pessoas tornaram-se em grande parte, narcisistas, intolerantes, arrogantes ou egoístas.
Não amam. E esse é o maior problema do milénio.
Biliões de gente que se atropela em sarcasmos, ironias, falsidades, interesses materiais e não se amam, não se cuidam, não se ouvem, não se olham, não se preocupam.
Os poucos que sobrevivem a esta maleita não chegam para manter uma linhagem, para garantir um futuro seguro e próspero de bons valores e harmonia.
Prevejo o caos. Apenas porque não há amor!
A Margarida, a tia pedante que detesto ouvir, quando escreve, escreve bem, aliás muito bem.
Não sei o que lhe acontece ao nível do seu foro psicológico ou parassimpático, mas que a actividade da escrita lhe desperta umas hormonas de bom-senso, essa é a verdade.
E ainda bem.
Ela escreve e num dos seus romances lamechas, escreveu assim: "(...) o amor - e também o amor maternal - permite ao ser humano essa excepção de abandonar, ainda que temporariamente, a prisão da sua solidão e alcançar uma união superior que transceda a sua vida individual e reencontre a reconciliação através de outrem, o que tantas vezes conduz à idéia que temos de felicidade".
Thursday, November 20, 2008
De Confucius
... bem poderia ser.
Ainda para mais, nestes tempos de crise:
YOU ASK CREDIT
I NO GIVE
YOU GET MAD
I GIVE CREDIT
YOU NO PAY
I GET MAD
BETTER YOU GET MAD!
Ainda para mais, nestes tempos de crise:
YOU ASK CREDIT
I NO GIVE
YOU GET MAD
I GIVE CREDIT
YOU NO PAY
I GET MAD
BETTER YOU GET MAD!
Sunday, November 09, 2008
Curiosidades II

E o que será que essa pessoa faz depois de receber a notícia (de ter ganho os 30 milhõ€s)?
Muda de vida?
Mantém os mesmos amigos?
Fica na mesma cidade?
Esbanja-os dando ouvido às excêntricidades consumistas reprimidas no seu subconsciente?
Mantém uma postura calma, reservada?
Consegue ser racional e ponderado?
Fala com a banca, investe em acções ou na Bolsa?
Guarda-o debaixo do colchão?
Apoia instituições de caridade?
Mete pés a caminho com vista a conhecer o mundo, deixando tudo para trás?
Ajuda a família e pressiona para que lhe sigam os passos?
Será que não muda nada?
Será que se arrepende alguma vez de o ter ganho?
Curiosidade
Thursday, October 30, 2008
Since feeling is first

Since feeling is first
who pays any attention
to the syntax of things
will never wholly kiss you;
wholly to be a fool
while Spring is in the world
my blood approves,
and kisses are a far better fate
than wisdom
lady i swear by all flowers.
Don't cry--
the best gesture of my brain is less
than your eyelids' flutter
which says we are for each other:
then laugh,
leaning back in my arms
for life's not a paragraph.
And death i think is no parenthesis
por e.e.cummings
Wednesday, October 29, 2008
Monday, October 27, 2008
Saturday, October 25, 2008
Mais de... "Ser Feliz"
Thursday, October 09, 2008
Thursday, August 14, 2008
Pílula aumenta divórcios

DN publica hoje
Segundo um cientista de Liverpool, a pílula pode estar ligada ao aumento do número de divórcios.
E explica que:
Os seres humanos sentem-se atraídos por um parceiro cujo odor indica características diferentes das suas.
O estudo realizado envolveu cerca de 100 mulheres, a quem foram apresentadas T-Shirts usadas por homens que dormiram com elas (as T-Shirts) durante duas noites.
Antes de tomar a pílula as mulheres não se sentiam atraídas pelos homens com diferente MHC (Complexo Major de Histocompatibilidade), o que não se verificou quando a tomavam - o jogo inverteu-se e passaram a sentir-se atraídas.
Quando a mulher deixa de tomar a pílula pode resultar no fim da relação, já que a percepção do odor representa um papel significativo em manter a relação entre parceiros.
O estudo revelou que a pílula altera a capacidade da mulher fazer a escolha certa.
O olfacto é muito importante (...) afinal somos animais.
E agora deduzo eu que o mesmo será dizer, confirmando-se esta teoria, que os perfumes não passam também eles duma fraude.
A juntar aos vários anti-contraceptivos, aos implantes de silicone, às operações plásticas, aos cremes para rugas, às maquilhagens, às depilações, à manipulação genética, às calças da Salsa, aos Wonder Bras,...
Não tarda vemos nas notícias que em Liverpool uma minoria raptou o cientista e de cartazes em punho gritam: Une-te e luta contra a fraude da continuidade natural da espécie humana.
Haja batatas para apanhar!
Caminhada
Tuesday, July 22, 2008
Morte no andar de cima
Acabou de cair pela escada abaixo, vinda do andar de cima, uma miúda com uns 4 anitos.
Não morreu nem partiu nenhum osso (e ainda bem, claro) mas de ficar toda negra, já não se livra.
Está agora ali a chorar baba e ranho e convenhamos que não é para menos já que a moçinha galgou de cabeça, 2 valentes lanços de escada.
Bom, é certo que isto já fez acabar a festa: havia festa no andar de cima.
Aliás, faz 4 dias que há festa no andar de cima.
Etnia africana, não cigana.
Tudo isto fez reavivar o meu velho enigma: as várias formas de se reagir à morte de um familiar ou ente querido nas várias culturas.
Em síntese, com todo o devido respeito e pêsames à família, partilho convosco.
Na semana passada faleceu o patriarca do andar de cima; carpidou-se; lamentou-se; velou-se o corpo.
No dia seguinte estava um papel afixado na porta da escada (entrada do prédio) informando hora e local do funeral.
Nesse mesmo dia após a cerimónia - que foi Sábado, as lamúrias e lamentações deram lugar ao arrasto de móveis e uma azáfama de gente num entra e sai como nunca vi.
Fez muito calor toda a semana e como tinham sempre a porta aberta (até porque a casa era pequena para a quantidade de gente que se reuniu) toda a vizinhança pode acompanhar, mesmo que involuntariamente, o desenrolar do processo.
De seguida, foi o tilintar de copos, o manusear de pratos e o cheiro a cozinhado (delicioso diga-se de passagem).
Só não houve música, mas a alegria era tal que se existe vida além da morte acredito que o falecido vizinho estivesse bem contente.
Assim se despedem familiares e amigos na hora do último adeus.
Não morreu nem partiu nenhum osso (e ainda bem, claro) mas de ficar toda negra, já não se livra.
Está agora ali a chorar baba e ranho e convenhamos que não é para menos já que a moçinha galgou de cabeça, 2 valentes lanços de escada.
Bom, é certo que isto já fez acabar a festa: havia festa no andar de cima.
Aliás, faz 4 dias que há festa no andar de cima.
Etnia africana, não cigana.
Tudo isto fez reavivar o meu velho enigma: as várias formas de se reagir à morte de um familiar ou ente querido nas várias culturas.
Em síntese, com todo o devido respeito e pêsames à família, partilho convosco.
Na semana passada faleceu o patriarca do andar de cima; carpidou-se; lamentou-se; velou-se o corpo.
No dia seguinte estava um papel afixado na porta da escada (entrada do prédio) informando hora e local do funeral.
Nesse mesmo dia após a cerimónia - que foi Sábado, as lamúrias e lamentações deram lugar ao arrasto de móveis e uma azáfama de gente num entra e sai como nunca vi.
Fez muito calor toda a semana e como tinham sempre a porta aberta (até porque a casa era pequena para a quantidade de gente que se reuniu) toda a vizinhança pode acompanhar, mesmo que involuntariamente, o desenrolar do processo.
De seguida, foi o tilintar de copos, o manusear de pratos e o cheiro a cozinhado (delicioso diga-se de passagem).
Só não houve música, mas a alegria era tal que se existe vida além da morte acredito que o falecido vizinho estivesse bem contente.
Assim se despedem familiares e amigos na hora do último adeus.
Culturas tão distintas apenas a dois lanços de escada e no entanto, tanta celeuma causou junto dos restantes vizinhos que fraca abertura têem para aceitar e respeitar que cada um tem direito e é livre de fazer o luto que assim bem entender.
Quem tem razão?
Eles, que na sua crença se regozijam pelo familiar finalmente encontrar o descanso e partir para o paraíso prometido ou nós, que nos definhamos em tristeza e saudade pelo familiar que nos deixou sós?
Saber lidar com a morte - esse eterno enigma do conhecimento. Qual a verdade? Interessa conhecê-la?
Entretanto, a moçinha já se calou...
Quem tem razão?
Eles, que na sua crença se regozijam pelo familiar finalmente encontrar o descanso e partir para o paraíso prometido ou nós, que nos definhamos em tristeza e saudade pelo familiar que nos deixou sós?
Saber lidar com a morte - esse eterno enigma do conhecimento. Qual a verdade? Interessa conhecê-la?
Entretanto, a moçinha já se calou...
Saturday, July 19, 2008
Wednesday, February 20, 2008
... sempre intemporal...

Busque amor novas artes, novo engenho,
para matar-me, e novas esquivanças,
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há que na alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
Luis Vaz de Camões
Entupida dos sentidos

Abençoada chuva que cada vez mais, cai com a violência com os homens se tratam uns aos outros.
Ainda assim devia chover granadas, para abrir crateras nas mentes da maioria das pessoas.
Acho que irá ser assim por toda a eternidade, o que faz do lugar da Terra o desprezivel lugar de passagem, lugar onde temos de padecer os nossos pecados, conforme nos rezam há que tempos e que afinal também nada melhoramos a não ser lamentar que assim é.
Entupidos que andamos todos dos sentidos... ad infinitum, pelo que vejo.
Wednesday, December 26, 2007
E sobre o Tempo do Amor...

Sempre que vejo um novo romance nascer, faço como o chinês que se senta à porta da sua casa e espera, espera o tempo que for preciso, até que tudo o que ele desejou se lhe atravesse na soleira.
O amor precisa de optimismo e de confiança, de dedicação e de generosidade, de alegria e de prazer, de riso e de entendimento, de cumplicidade e de adversidade, mas precisa sobretudo de tempo.
Tempo suficiente para ser vivido na presença e tempo de ausência quanto baste para ser medido no silêncio de um espaço vazio à mesa e na cama, ao final do dia quando nos apetece um abraço, ou durante os fins de semana em que imaginamos tudo o que poderíamos fazer juntos e estamos separados. Por isso é que é tão bom namorar.
Namorar é tão sensato como assinar um contrato que contempla o período de experiência. Estamos entusiasmados e motivados, o novo é irresistível e queremos dar o nosso melhor. Mas tudo na vida que é consistente e vale a pena leva muito tempo e também dá muito trabalho, por isso o melhor é ter calma e deixar correr até a poeira assentar.
[continua]
Monday, December 24, 2007
Há vésperas e vésperas...
Hoje tive que vir trabalhar, poderia não vir é um facto. Na empresa onde labuto no dia-a-dia, deram a escolher o 24 ou o 31 - oferta aos empregados - bonito!
Eu escolhi o 31.
Do 24 só vai ficar a manhã, porque a tarde também a deram - mais bonito ainda.
Como eu dizia, hoje tive que vir trabalhar, porque quis, porque não tenho que ficar em casa a fazer filhoses, porque não tenho ninguém para lá ir cear e por isso não tenho que nada preparar, porque falta isso mesmo: calor do forno, das conversas de cozinha, das azáfamas das toalhas de renda limpas e bem engomadas, das mesas bem enfeitadas e das luzes de Natal todas a funcionar.
Mas não deve ser só a mim que isso falta, porque hoje tive que vir trabalhar e cheguei atrasada, logo no dia que consegui sair a horas de casa.
Houve alguém que não aguentou, alguém que desistiu, alguém que perdeu a esperança e se lançou à linha, à linha do comboio e lá ficou... a sua carcaça, os histerismos de quem viu, o trauma na mente do maquinista que nada pôde fazer para o evitar e os desagrunhos de quem já ía atrasado e sem saber a razão, botava culpas e culpas na CP "- a mesma coisa de sempre, esta porcaria de comboios, sempre atrasados!"
Cheguei 1h e meia mais tarde, mas cheguei, o outro já não.
Livrou-se, quem sabe, de dívidas, da solidão, de traições, de desarranjo mental, de seja lá o que for.
Logo haverá um vazio na mesa dos seus familiares (se é que os tinha).
A minha véspera vai ser bem diferente, vou ao encontro dos meus, dos que ainda habitam o meu coração e é o que me ajuda a aguentar... só mais um pouco, deve bastar.
Este ano começa a já não haver filhoses, não há forças para bater a massa, o cansaço da idade encortiça as mãos e entorpece os movimentos. Também faz parte da vida, o envelhecer, o perder as pessoas que amamos pelo caminho, o encovar das olheiras e a meditação sem querer.
Mas eles ainda cá estão, os dois e depois temos o Afonso! E é o que importa.
Além disso as filhoses engordam e dão cabo do colesterol...
Boas Festas para todos!!!
Eu escolhi o 31.
Do 24 só vai ficar a manhã, porque a tarde também a deram - mais bonito ainda.
Como eu dizia, hoje tive que vir trabalhar, porque quis, porque não tenho que ficar em casa a fazer filhoses, porque não tenho ninguém para lá ir cear e por isso não tenho que nada preparar, porque falta isso mesmo: calor do forno, das conversas de cozinha, das azáfamas das toalhas de renda limpas e bem engomadas, das mesas bem enfeitadas e das luzes de Natal todas a funcionar.
Mas não deve ser só a mim que isso falta, porque hoje tive que vir trabalhar e cheguei atrasada, logo no dia que consegui sair a horas de casa.
Houve alguém que não aguentou, alguém que desistiu, alguém que perdeu a esperança e se lançou à linha, à linha do comboio e lá ficou... a sua carcaça, os histerismos de quem viu, o trauma na mente do maquinista que nada pôde fazer para o evitar e os desagrunhos de quem já ía atrasado e sem saber a razão, botava culpas e culpas na CP "- a mesma coisa de sempre, esta porcaria de comboios, sempre atrasados!"
Cheguei 1h e meia mais tarde, mas cheguei, o outro já não.
Livrou-se, quem sabe, de dívidas, da solidão, de traições, de desarranjo mental, de seja lá o que for.
Logo haverá um vazio na mesa dos seus familiares (se é que os tinha).
A minha véspera vai ser bem diferente, vou ao encontro dos meus, dos que ainda habitam o meu coração e é o que me ajuda a aguentar... só mais um pouco, deve bastar.
Este ano começa a já não haver filhoses, não há forças para bater a massa, o cansaço da idade encortiça as mãos e entorpece os movimentos. Também faz parte da vida, o envelhecer, o perder as pessoas que amamos pelo caminho, o encovar das olheiras e a meditação sem querer.
Mas eles ainda cá estão, os dois e depois temos o Afonso! E é o que importa.
Além disso as filhoses engordam e dão cabo do colesterol...
Boas Festas para todos!!!
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